X-STORY

Dezembro 20, 2016 22:39
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Sabem aquela cutscene espectacular que complementa na perfeição a experiência de um jogo?

X-STORY faz de forma exímia aquilo que muitas animações não conseguiram alcançar. Transportar a experiência de um jogo de aventura clássico para o formato de filme numa narrativa completa e não como excerto, com direito a um pequeno twist de sabor agridoce que ao mesmo tempo, dá-nos uma moral simples sobre o quão destrutiva pode ser a ganância pelo poder.

Escrito, realizado e desenhado por Vitaliy Shushko, este filme esteve dois anos no forno e isso nota-se na qualidade final do produto. Graças a uma equipa de inegável talento, a animação final apropria-se de um estilo com grandes influências de animação japonesa anime. Um design limpo com uma mescla de 2D e 3D, complementam as cenas de acção aventureiras atribuindo uma frescura visual a cada plano. Faz-nos lembrar o ritmo frenético de jogos de plataforma em nível avançado como Super Mario, com a crueza da realidade distópica de Akira.

Falando brevemente na narrativa, Vitaliy Shushko escolhe aqui fazer um filme sem recurso a diálogos, focando assim toda a narrativa na força da ação e, por conseguinte, na animação. O ritmo, que está bem ciente de onde estão os momentos de ação e os momentos de silêncio, tem um papel preponderante para que isso resulte. Um risco, sem dúvida. Mas X-STORY encontrou a receita certa.

Até onde nos leva uma ambição desmedida pelo poder?

Vando Campos
Sobre o autor do artigo
- Licenciado em Cinema, é argumentista de profissão e comediante nas horas vagas. Graças ao cativante e imersivo mundo do cinema, vive um paradoxo onde se acha criativo o suficiente para também o fazer, mas não o suficiente a arranjar uma desculpa para sair do sofá e largar os filmes.