Random Stop

Setembro 9, 2014 22:52
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Random Stop decididamente não é uma curta-metragem comum. Benjamin Arfmann e a sua equipa fazem um trabalho inacreditável, especialmente na captação. Sem dúvida que um dos aspetos mais marcantes deste trabalho é ser inteiramente filmado na primeira pessoa. Honestamente julgo ser das obras mais imersivas deste género. Aconselho vivamente a ver o “Behind the Scenes” deste vídeo. Podemos acompanhar Benjamin em todo o processo de filmagens e pós-produção, e garanto que não é possível ficar indiferente.

No entanto, os pontos marcantes não ficam por aqui. Esta curta-metragem é baseada num acontecimento real em 98, conhecido como o caso de Kyle Dinkheller. Benjamin e a sua equipa foram o mais rigorosos possível, tentando recolher o máximo de informação falando com as autoridades. Até as posições das personagens e cenários são cuidadosamente replicados. Toda esta obra está repleta de uma minuciosidade assustadora, que certamente contribuiu para todo o seu mediatismo.

Julgo que assistir a esta curta foi a experiência mais próxima que tive de tirar a arma do coldre e disparar. A quantidade de acção e coordenação é supreendente. As imagens são intensas, a história é trágica e Kyle Dinkheller não poderia ter recebido uma melhor homenagem. Com um trabalho tão assente em recursos visuais, não há muito mais a dizer a não ser: vejam!

Sobre o autor do artigo
- Músico, compositor e licenciado em informática mas acima de tudo um curioso amante de todas as formas de expressão, vulgarmente chamadas de "arte".