Bad Day at the Office

Fevereiro 22, 2016 23:54
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” Funny, corky, sad and confusing “, foi o que disse a Film Shortage, e sou obrigado a concordar plenamente, em vez de contar como foi a minha experiência no final, ou seja, depois de ver a curta metragem, com esta, penso que seria melhor falar do que pensei enquanto a via. E de como um pequeno twist pode mudar, por completo a perspectiva de como se vê e se critica uma curta-metragem.

Começamos com Wallace, a primeira cena que vê-mos é este a ser atingido por uma marreta de madeira nas suas jóias de família, de seguida a este acontecimento, pode-se ver que ele escorrega, parte um dente, entre muitos outros azares ao longo do seu dia. Com o título da curta, e sem ver o trailer, deduzi que fosse haver um twist no fim, mas algo clichético, o que aconteceu foi, inesperado, foi um twist dos twisted. Sem querer tirar a experiência a todas as pessoas que ainda queiram ver a curta, pode-se dizer que, com um budget muito reduzido, rondando os 8000 euros, esta curta conseguiu, de forma criativa e com uma perspetiva única dizer o que faz um dia bom ou mau.

O estilo da curta é algo do género Wes Anderson com Lars Von Trier, e se observar-mos para além de filmes, o estilo do narrador e as falas do mesmo, remetem-me para um jogo de computador, chamado The Stanley Parable.

Este na seleção oficial do festival Aesthetica Short Film Festival, ganhou o programmers choice do Crossroads Int’l, Bornshorts na Dinamarca, seleção oficial do festival de Monterrey e ainda no London Independent e no NYC Picture Start. Recebeu críticas como sendo uma curta metragem hilariante, única e inovadora.

Vasco Silva
Sobre o autor do artigo
- Fanático por Som e por Videojogos, neste momento a estudar Cinema na Universidade da Beira Interior. Com um tipo de escrita peculiar e adora criticar a sonoridade de curtas e filmes.

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